sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Teus beijos
Meus beijos
Teus lábios
Meus lábios

Teu toque
Minha pele
Teu abraço
Meu corpo

Teu amor
Minha alma

Teu
Sou apenas teu

sábado, 2 de julho de 2011

SANTOS GAY DA IGREJA CATÓLICA NA AVENIDA PAULISTA

Hoje eu to com o prato cheio.
Essa reportagem é de um colunista famoso da revista VEJA.
Eu não vou precisar dizer nada. Ele dirá
Só vou lembrando que tem Santo Católico no meio, religião, abuso dos gays. E os doidos somos nós?
O ESCARNIO GAY


27/06/2011 às 7:05

ESTUPIDEZ! Lideranças do sindicalismo gay partem para o confronto com os católicos e levam à avenida “santos” em situações “homoeróticas”. Que a Igreja Católica tenha a coragem de enfrentar a imprensa e reaja à altura!


Tenho feito aqui uma distinção, que considero importante, entre os homossexuais e os militantes homossexuais, que formam uma espécie de sindicato. Tanto é assim que já há até divisões entre grupos envolvidos com a parada gay. As bizarrices que se vêem na avenida, na sua expressão mais carnavalizada, não são representativas dos homossexuais como um todo. Fico cá me perguntado qual seria a caricatura correspondente de um heterossexual. Não deve ser algo que atenda ao bom senso e ao bom gosto. Muito bem.

Os organizadores da parada gay deste ano, sob o pretexto de combater o preconceito, resolveram, de cara, partir para a provocação. O tema do “samba-enredo” era “Amai-vos uns ao outros”, numa evocação da mensagem cristã, que passa a ter, evidentemente, um conteúdo “homoafetivo”, como eles dizem, e, dado o conjunto da obra, homoerótico. É uma gente realmente curiosa: quer a aprovação de um PLC 122 — que, na forma original, impunha simplesmente a censura aos religiosos —, mas reivindica o direito de se apropriar de emblemas da religião para fazer seu proselitismo. E isso, claro!, porque eles só querem a paz, a igualdade e convivência pacífica…

Pois bem: esses sindicalistas do gayzismo — que, reitero, representam os homossexuais tanto quanto a CUT representa todos os trabalhadores — acharam que aquela provocação não tinha sido o bastante. Como nem evangélicos nem católicos reagiram à bobagem, então resolveram dobrar a dose. A organização do evento espalhou 170 cartazes em postes da Paulista em que 12 modelos masculinos aparecem quase pelados, em situações de claro apelo erótico, recomendando o uso de camisinha. Até aí, bem! Ocorre que eles aparecem caracterizados como santos católicos, a exemplo de São Sebastião e São João Batista. Junto com a imagem, a mensagem: “Nem Santo Te Protege” e “Use Camisinha”.

Fingindo-se de tonto, Ideraldo Beltrame, presidente da parada, afirma ao Estadão: “Nossa intenção é mostrar à sociedade que todas as pessoas, seja qual for a religião delas, precisam entrar na luta pela prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Aids não tem religião”. É uma fala hipócrita, de conteúdo obviamente vigarista, própria de um provocador. Ele poderia ter passado essa mesma mensagem sem agredir valores e imagens que sabe caros a milhões de pessoas que não partilham de sua mesma visão de mundo. Mas quem disse que o negócio dele e tolerância?


É bem possível que o ministro Celso de Mello, com aquele seu tratado sobre a liberdade de expressão que emprestou sentido novo à palavra “apologia” no caso das marchas da maconha, veja na manifestação não mais do que a expressão livre do pensamento. Os 12 modelos desfilavam num carro. As imagens dos “santos” vão decorar 100 mil preservativos que serão distribuídos. Será mesmo que Beltrame está preocupado em dialogar com católicos, evangélicos ou qualquer outro que não partilhe de seus valores? Trata-se de uma óbvia agressão aos valores católicos, que viola direitos que também estão protegidos pela Constituição.
170 TAPAS NA CARA QUE ELES DERAM

Resta evidente que, embalados pela disposição do próprio Supremo de cassar o Artigo 226 da Constituição para reconhecer a união civil entre pessoas do mesmo sexo, os sindicalistas do movimento gay perderam a noção de medida e de parâmetro. Sexualizar ícones de uma religião que cultiva um conjunto de valores contrários a essa forma de proselitismo é uma agressão gratuita, típica de quem se sente fortalecido o bastante para partir para o confronto. Colabora com a causa gay e para a eliminação dos preconceitos? É claro que não! Não estão eles dizendo que não querem mais ser discriminados nas escolas, nas ruas, campos construções? Você deixaria seu filho entregue a um professor que acha São João Batista um, como posso dizer, “gato”? Que vê São Sebastião e não resiste a um homem agonizante, sofrendo? O que quer essa gente, afinal? Direitos?

Ainda é tempo de recuar e desculpar-se, deixando de distribuir os preservativos com as tais imagens. Mas não farão isso. E por que não?

Vanguarda
Na Folha de hoje, escreve o colunista Fernando Barros:
“A Parada Gay e a Marcha para Jesus têm mais ou menos a mesma idade. Ganharam visibilidade no país em meados dos anos 1990. Embora sejam eventos globais, com inserção em várias cidades, é em São Paulo que elas de fato acontecem. São o sagrado e o profano, a expressão ritualística ou carnavalizada da afirmação de valores e de direitos de grupos sociais. Neste ano, mais do que nunca, evangélicos e gays & simpatizantes disputaram um cabo de guerra, uma peleja entre o atraso e a vanguarda em matéria de costumes. Ambos, porém, são fenômenos contemporâneos. O embate entre eles desenha uma dialética entre regressão e avanço social no Brasil. Conservadores e intolerantes, os adeptos de Jesus investiram contra a decisão recente do STF, que reconheceu a união civil de casais gays.”

Barros submete os dois eventos a uma leitura marxista — ou marxistizada ao menos — e, consoante com o método, destitui uma e outra do conteúdo específico para ver em ambos aquela que seria a pulsão da história: regressão e avanço. Nesse caso, segundo ele, a vanguarda estaria com os gays, o que seria, digamos, kantianamente notável. Seguisse toda a humanidade o exemplo dessa minoria “vanguardista”, Marina não teria de se preocupar com a destruição das florestas e com as mudanças climáticas. Num prazo que nem seria tão longo, o capital não teria mais como se reproduzir porque também ele depende de um coito específico, não é mesmo? Seria uma vanguarda que nos conduziria à extinção. Só os grilinhos continuariam a cantar em louvor à natureza, a que responderiam os sapinhos, coaxando. De vez em quando, uma onça…

Barros não é bobo, e, por isso mesmo, ele enfatiza: trata-se de “vanguarda” e “regressão”, mas “em matéria de costumes”, até porque os milhões de evangélicos que ocuparam as ruas e praças se confundem, em muitos aspectos, com a tal nova “classe C”, que é considerada até bastante “vanguardista” pelos economistas. Curiosamente, concorre para tanto justamente alguns costumes que o articulista considera “regressivos”, de modo que estaríamos, então, diante de uma, sei lá, “tensão dialética” dentro do mesmo lado: um avanço na economia seria determinado, em boa parte, por uma regressão — ele nem mesmo fala em conservação — nos costumes.

Fico cá imaginando se Max Weber — que não era marxista, por suposto — tivesse aplicado essa mesma leitura ao escrever “A Ética Protestante e O Espírito do Capitalismo”… Em vez de identificar alguns valores que fizeram a revolução capitalista, teria visto só um bando de “regressivos”, dispostos, já que regressivos, a fazer o mundo marchar para trás…

A questão
Esse sindicalismo gay só decidiu partir para o confronto e não vai reconhecer a agressão estúpida aos católicos — própria de quem não quer a paz coisa nenhuma! — porque foi adotada justamente como “vanguarda”. E, vocês sabem, é vanguardista atacar a Igreja Católica desde o século… 16!

É o caso de a Igreja reagir com o devido rigor. É claro que estamos diante de um ato de vilipêndio, que nenhuma religião deve aceitar, sobretudo porque também é um bem protegido pela Constituição. Há de reagir em nome dos seus fiéis, sabendo, de antemão, que vai ser atacada pela imprensa porque, hoje em dia, ter uma religião também não é uma coisa de vanguarda — desde o século 18, pelo menos, é assim… Estamos, como vocês podem notar, diante de idéias realmente novas, que antecipam o futuro.

Que a Igreja Católica, pois, tenha a coragem de apanhar dos jornalistas. A questão é saber quem são seus interlocutores. Se preciso, que vá às portas do Supremo. Se os valores de uma religião não são mais um bem protegido, vamos, então, ouvir isso da boca de nossos doutores. Se for o caso, os católicos pedirão, no mínimo, os mesmos direitos de que gozam os índios, cujas crenças são acolhidas no Artigo 231.

Militância em favor dos direitos dos homossexuais é uma coisa; perverter imagens religiosas, emprestando-lhes um sentido erótico que não têm, é coisa de tarados. Se a Justiça nada pode, então é o caso de convocar a medicina.

Peço a vocês que comentem com moderação. Este blog, como é sabido, não é homofóbico. Ele é estupidofóbico!
Por Reinaldo Azevedo

espero que tenha muita proteção. Se não vão pro inferno
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/estupidez-liderancas-do-sindicalismo-gay-partem-para-o-confronto-com-os-catolicos-e-levam-a-avenida-%E2%80%9Csantos%E2%80%9D-em-situacoes-%E2%80%9Chomoeroticas%E2%80%9D-que-a-igreja-catolica-tenha-a/

Acabou de sair uma reportagem com o deputado Jair Bolsonario pela revista ÈPOCA
vou deixar algumas fala dele aki
logo em baixo deixarei o link, vai lá e lê na integra.


Jair Bolsonaro: "Sou preconceituoso, com muito orgulho"
 Qual o limite entre a liberdade de expressão e a ofensa à dignidade daqueles que não se enquadram na sua concepção, como os homossexuais? Alexsandre Victor Leite Peixoto, AL Bolsonaro - Minha luta vitoriosa no Congresso foi contra a distribuição do kit gay nas escolas do 1º grau. Não podia me omitir diante do material que estimulava nossos meninos e meninas a ser homossexuais. E deviam se orgulhar dessa condição. No mais, tudo é demagogia, pois certamente não acredito que nenhum pai possa se orgulhar de ter um filho gay. Homossexualismo é comportamento.
[...]
O senhor não acha que estão querendo acirrar ainda mais a homofobia, tratando os homossexuais com diferenciação?
Luiz Curvelo, RJ
Bolsonaro - O PLC 122 que está para ser votado no Senado visa, por exemplo, a condenar de 2 a 5 anos uma pessoa que se negue a vender sua bicicleta a um homossexual. Se aprovado, fará com que um homicida cumpra menos anos de prisão do que quem chame alguém de gay ou bicha.
 [...]
Se o PL122/06 fosse aprovado, intimidaria os assassinos de homossexuais. Qual seria a ação que o Legislativo deveria tomar para garantir os direitos da população LGBT?
Camilo Oliveira, RJ
Bolsonaro -
A maioria dos homossexuais é assassinada por seus respectivos cafetões, em áreas de prostituição e de consumo de drogas, inclusive em horários em que o cidadão de bem já está dormindo. O PLC 122, na prática, criará uma categoria de vítimas privilegiadas, ou seja, com proteção especial em virtude de sua opção sexual. Assassinar um heterossexual é menos grave que matar um homossexual. Hoje, por exemplo, mais de 10 esposas/companheiras são assassinadas por dia. O que intimidaria a prática de qualquer crime seria a certeza de punição rápida e justa, sendo a pena cumprida em sua totalidade sem qualquer regalia e com trabalhos, ainda que forçados, que pagassem o sustento do preso.
[...]
O Estado por lei deve ser laico. Você não acha errado, como deputado, usar argumentos religiosos para reforçar sua crítica contra homossexuais? Diego da Cunha, RJ Bolsonaro - O Estado é laico, mas seu povo não. Somente católicos e evangélicos somam mais de 90% de brasileiros. A religião é fator de união dos povos e não pode ser desassociada da família, dos bons costumes e da moralidade.
[...]
“A maioria dos homossexuais é assassinada por seus respectivos cafetões, em horários em que o cidadão de bem já está dormindo”  
[...]
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI245890-15223,00-JAIR+BOLSONARO+SOU+PRECONCEITUOSO+COM+MUITO+ORGULHO.html

EU SOU CONTRA, E DAI? TENHO DIREITO, SOU LIVRE

Bem pessoal, dizer que sou contra a PL122 que criminaliza quem "critica" a conduta homossexual já não é novidade. Sou evangélico e creio na união entre homem e mulher e ponto. Homofobia foi um termo muito drástico e sem respaldo gramatical pra classificar a "liberdade de pensamento". posso ser contra a biblia, aos políticos, às outras vertentes religiosas, POREM não posso ser contra a opção dos homossexuais. Por muito tempo se ouviu falar sobre OPÇÃO sexual. Hoje nem tanto. Por que? Porque eles querem amordaçar dizendo que não é opção (escolha) e sim natural. Puta que pariu que é. Não nenhum estudo cientifico provando que existe um terceiro cromossomo. Do pouco que sei, mais do que já sei me deixa apaixonado por ele, Vygotsky um grande estudioso da educação jé diz "o ser humano é uma folha em branco, a sociedade, o meio quem molda" (citação minha). Será que preciso dizer algo.

Bem o meu questionamento não é sobre isso. É a respetio da midia gay brasileira. De uma certa forma bem feito pros evangélicos. Na minha infancia dizia que era pecado a TV, por isso não poderiamos ter e muito menos sonhar em trabalhar nela. Bem feito. Come o pão do diabo e corra atráz pra recupera. Afinal como diz meu pastor, "quem deve a Deus paga pro diabo". Gente devemos parar de banalizar as coisas e ser mais realista. Pecado é o que vai contra a vontade de Deus. Posso utilizar todos os meios, desde que ele seja pra Glorificação de Deus e crescimento espiritual.
Voltando  a midia. Pouco se disse sobre a Marcha pra Jesus e muito sobre a Parada Homossexual. Saussure na línguística, os mestre da Analise do Discurso como Maingueneau, Foucault, Pêcheux e etc, introduz a questão de analisar o discurso tanto pelo enunciador quanto ao recptor. Bakhtin, sobre os gêneros textuais, diz que devemos análisar o suporte, a caracteristica, o enunciador, receptor. Bem não quero me aprofundar nisso é só pra vcs verem como tenho respaudo nos mestres. Sabe aquele dito popular da nossa vó "diga com quem andas e direi quem és"? è isso ai que esses pesquisadores estão dizendo. Aquilo que você diz e faz revela a sua personalidade. Sabe por que a midia só revela o lado gay das coisas e o outro não e mete o pau nos evangélicos. Por que são gays. Um bando de homossexuais, sem conhecimento da minha vida religiosa, usam a midia pra s e defenderem. Só isso e mais nada. Ela só grita aos quatro cantos por que por traz dela só existe eles.
Jesus mesmo já diz que "aquilo que sai do homem é o que o coração está cheio" ou seja, não posso defender uma causa se eu não acredito nela. E também não ofendo ninguem depois pedindo desculpas dizendo que foi sem quere. Foi sem querer uma pinóia. Tava armazenado lá dentro, por muito tempo já venho com akilo, só saiu e não consegui controlar. Falou o que tava com vontade de dizer e se arrependeu. Encha o teu coração de coisas boas e não sobrará tempo pras ruins.

Mais Deus levanta gente honesta pra defender o povo dele. Se õ meu povo não clamar as pedras clamarão.
vou deixar vcs com as reportagens espetaculares de pessoas defndo a nossa causa.
boa leitura
Neemias Dornelo
24/06/2011
às 5:45
A Marcha para Jesus, a Parada Gay e os medos


A Marcha para Jesus, evento convocado por várias denominações evangélicas e que acontece anualmente em São Paulo, reuniu muita gente ontem. Os organizadores falaram em 5 milhões. É um possível exagero. A Polícia Militar, em 1 milhão, mas esse número, deixou claro, dizia respeito apenas às pessoas que se concentravam na praça Heróis da FEB, na Zona Norte da cidade, local de chegada da caminhada. O ponto principal da concentração, a partir das 10h, era a Praça da Luz. Mas havia dezenas deles espalhados no trajeto. As ruas foram tomadas por um mar de fiéis.

Cinco milhões? É muito! Um milhão? É pouco! A verdade deve andar aí pela metade da soma dos dois números (3 milhões?), o que já é algo fabuloso, sobretudo porque, à diferença de algumas concentrações festivas ou de apelo carnavalesco, esta congrega pessoas com convicções religiosas, realmente engajadas na causa. Dispensam-se os curiosos de certos eventos, que ficam parados na calçada assistindo ao desfile de alegres bizarrices.

A marcha acontecia na Avenida Paulista e adjacências. Dados o número de pessoas e os transtornos óbvios que ela provocava no trânsito da cidade, as lideranças evangélicas concordaram com a mudança de lugar. Como Deus, a rigor, não precisa nem mesmo de um templo, também não precisa da Paulista. A tal Parada Gay, no entanto, que também reúne milhões (boa parte de curiosos) e que interfere drasticamente no direito de ir e vir, continua a ser realizada na avenida. Em nome de Deus, não se pode parar o trânsito, mas da causa gay, sim, de onde decorre um corolário: no que concerne ao direito de ir e vir ao menos, a militância homoafetiva está acima do divino… E o mesmo se diga dos que marcham em favor da maconha: a Paulista está vedada ao Deus cristão, mas aberta aos, como é mesmo?, cultores de Jah… Como não resisto à ironia, é nessas horas que me ocorre lembrar certos doutores: todos os deuses dos gentios são demônios (xiii, lá vem protesto dos ignorantes que nem sabem do que estou falando…).

De saída, uma questão óbvia: ou a Marcha para Jesus volta para a Paulista, ou a Parada Gay sai da Paulista. E quem criou essa oposição não fui eu, mas o poder público. Adiante.

Vocês sabem que o segredo de aborrecer é dizer tudo. Embora, do Jornal Nacional, tenha sobrado a impressão de que milhões estavam nas ruas só dando “vivas” a Jesus, a verdade é que o evento se caracterizou por duros discursos contra o Supremo Tribunal Federal, especialmente pela reconhecimento da união civil entre homossexuais e pela liberação da Marcha da Maconha — uma decisão fere o Artigo 226 da Constituição; a outra, o Artigo 287 do Código Penal.

Informa a Folha:
“O pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus Vitória em Cristo, chegou a recomendar aos fiéis que não votem em políticos que sejam favoráveis à união gay. ‘O povo evangélico não vai ser curral eleitoral’, disse. ‘Se governador, prefeito ou presidente for contra a família, não terá nosso voto.’ Para Malafaia, o Supremo ‘rasgou a Constituição’ ao permitir a união civil entre homossexuais. O pastor negou que seja homofóbico. No Congresso, 71 deputados e três senadores são ligados a igrejas evangélicas. (…) Pastor da Igreja Universal, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) criticou o ‘ativismo judicial’ e disse que ‘não é possível que seis iluminados se julguem capazes de decidir por 200 milhões’.”

Aqui só um reparo ao que diz Crivella: os 11 do Supremo têm, sim, o papel de decidir questões constitucionais que dizem respeito a 200 milhões. O que não podem fazer, aí sim, é atuar contra a letra da Constituição e dos códigos legais em nome do tal “ativismo judicial” ou o que seja. Até porque, havendo ativismo judicial de um lado, é quase certo que algum outro Poder — no caso, o Congresso — está a padecer de “passivismo legislativo”… E como eu não seria eu se não escrevesse o que vai agora, então escrevo: Crivella é da Universal do Reino de Deus, a seita liderada pelo lulista Edir Macedo. Macedo é um ardoroso defensor do aborto, como se pode ver aqui. E não tem pejo de recorrer à Bíblia, numa leitura torta, para justificá-lo. Eu diria que a defesa do aborto é uma violação da Constituição moral dos cristãos. Encerro o parágrafo e volto ao leito.

Este Brasil que marchou ontem costuma ser tratado a pontapés na “imprensa progressista”, tanto quanto aquele que marchará depois de amanhã parece carregar todos os valores do humanismo superior, embora ninguém tenha dúvida de qual deles está de acordo com os valores da esmagadora maioria dos brasileiros. Atenção! A maioria não está necessariamente certa só porque maioria — aliás, a história ensina que pode, eventualmente, estar estupidamente errada. Mas é de uma soberba estupenda que valores solidamente arraigados na cultura brasileira sejam tratados apenas como uma tolice do senso comum a ser superada por um ente de razão civilizador, que vai educar o povo ex officio.

Tenho para mim que as atuais oposições só voltarão ao poder no Brasil no dia em que não tiverem mais medo dos que marcharam ontem nem dos que marcharem depois de amanhã. São medos diferentes, evidentemente, mas que se combinam: num caso, a oposição teme parecer reacionária; no outro, teme não parecer progressista; em qualquer caso, fica imobilizada. Os crentes e os gays vão para a praça, e os oposicionistas ficam dando milho aos pombos…
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-marcha-para-jesus-a-parada-gay-e-os-medos/

quinta-feira, 30 de junho de 2011

um só respirar

Queria sentir seus beijos sem culpa
Sentir a brisa do respirar
E o calor do suspiro
Onde nem mesmo o sol conseguirá ser mais caloroso

Dividir o mesmo oxigênio
E destilar dos seus lábios
A gota suave
O mel, fonte de alimento da minha alma.

Ouvir teu coração
E sentir seu peito
A respiração profunda
Da paixão

Sentir seu sangue
Escorrer nas veias
Aquecendo minha pele
Em uma mesma transpiração

Colher da sua boca,
A delícia;
Sentir sua pele macia
Afagar o meu ego;
Com os olhos da alma,
Te amar;

O fruto do teu seio
No afago do teu colo
Banquetear meu espirito
Saciando minha carne

Sentir seu corpo
Entrelaçado ao meu
E quando nossas almas se encontrarem
Adormecer sob a luz luar, com as estrelas no pensamento,
Esperando o sorrir do sol
Acordar a nossa linda noite de amor
Trazendo o calor necessário
Para que cresça e frutifique
Nossa linda semente de amor.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O martelo do estrago em Thor


Acabei de chegar do cinema. Fui ver o filme Thor. As expectativas foram frustradas. Todos anunciando uma grande obra.
Não sei se estou velho o bastante (apesar de ter 24 anos) ou se não consegui mesmo entender o filme. Sou um apaixonado pela mitologia mais confesso que nesta adaptação cinematógrafa eu literalmente fiquei boiando.
Um grande guerreiro capaz de comer uma vaca em uma só refeição e seu martelo do poder é espantosamente mal adaptado ao cinema mundial. Alias, que friso aqui é que faltou um pouco do “martelo do poder” ser um pouco mais utilizado na adaptação dos roteiristas e faltaram a eles terem melhor batido nas decisões na hora da filmagem e do cineasta.
Ridículo torna aquelas cenas absurdas entre a guerra envolvida dois dos oito “mundos”. Uma utilização de efeitos especiais tão abusivas que nem talvez em 3D você conseguiria ver as cenas nitidamente. São cenas de lutas muito rápida que chega a doer os olhos dos telespectadores esperando que comecem uma nova cena. O pior é isso. A nova cena.
Uma mistura de faroeste caboclo, no grande México, o confronto entre Thor e o monstro de lata que cospe fogo. O monstrinho berrante.
Uma das ultimas cenas é espetacular. Todos em volta da mesa como numa grande santa ceia. Veio-me a memória naquela absurda cena Jesus e seus doze apóstolos.
Muita mistura pra pouco fermento.
Ou melhor, fermento demais. Foi posto tanto que levedou a massa.

terça-feira, 26 de abril de 2011

la naturaleza gime en dolores de parto

 alunos do ATO em Campo Mourão





A maior realização é ver sua obra desenvolvida
Os parabéns aos alunos do colégio Antônio Teodoro de Campo Mourão, que conseguiu desenvolver um trabalho excelente na ultima quarta-feira (20/04/2011)
Tema era: A intertextualidade

Os alunos, em primeira instancia, assistiram ao filme “el principito” e desenvolveram uma maquete onde representava os planetas do filme e a realidade de hoje intertextualizando com a campanha da fraternidade 2011
Fiquei emocionado com o desempenho da equipe e com algumas interpretações surpreendentes.
Parabéns a todos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Fórum de literatura infanto-juvenil.


A Crítica Literária contribuiu para solidificar a literatura infanto brasileira, sobretudo nas últimas décadas do século XX, seja premiando autores e obras, seja refletindo sobre a abordagem adequada da leitura literária em sala-de-aula. Dessa forma, possibilitou que um grande número de autores pudesse ser conhecido do público que tem sido brindado com obras excelentes, de alto nível literário. Pensando nisso e no fato de que a leitura literária contribui para a formação do futuro adulto, apresente algumas reflexões a respeito da

1- importância do texto literário na formação da criança/adolescente

Vê-se diante de um tema de suma importância e grande relevância frente a questões de leituras/aprendizagem. O que dantes muitos dos estudiosos mencionavam, hoje cada vez mais lembrado em estudos, a importância da leitura nos anos iniciais da criança é um ponto culminante para o desenvolvimento cognitivo,A literatura infantil é como uma manifestação de sentimentos e palavras, que conduz a criança ao desenvolvimento do seu intelecto, da personalidade, satisfazendo suas necessidades e aumentando sua capacidade crítica”


Frente a tantas discussões nos deparamos com uma sociedade não influenciada com a literatura, cabendo em grande porcentagem à escola a responsabilidade do encaminhamento da criança à leitura de literatura. Segundo Leonor Riscado, num artigo intitulado “a critica literária de literatura infantil e as escolhas do publico” escrito para II encontro nacional de investigação em leitura, literatura infantil e ilustração, publicado pela Universidade do Minho em Portugal “os livros de que as crianças dispõem em casa, nos jardins-de-infância e nas escolas do 1º ciclo do ensino básico /.../ os livros da exclusiva propriedade da criança, em casa, são poucos, nem sempre diversificados do ponto de vista dos géneros literários, escasseando, normalmente, a poesia e o teatro, dominando a narrativa e o texto informativo (às vezes já bastante desactualizado). Nos jardins de infância a exiguidade do cantinho da biblioteca, a pobreza dos títulos de literatura infantil e a sua enorme falta de actualidade/.../fazem com que nos interroguemos sobre o imenso tédio que às crianças está reservado e sobre a absoluta impossibilidade de despertarem para a beleza mágica da palavra e da imagem convocadoras de outros mundos”.
Mas, pesquisas revelam que o aumento da prática da leitura aqui no Brasil está crescendo. Segundo pesquisa do Instituto Pró-Livro, em 2000 a taxa de leitura era de 1,8 livros por pessoa e em 2008 o número passa para 4,7 por pessoas, publicado no site da revista escola. Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA explica: “Para as crianças pequenas, a escrita é apenas um conjunto de marcas em folhas de papel. Um adulto, ao ler uma história para crianças, faz com que essas marcas ganhem vida e os pequenos tenham acesso a tudo que mora dentro dos livros, como os contos de fadas e as lendas”.

2- da forma como a escola pode trabalhar esse tipo de leitura


Quero aqui deixar falar por si só a Pedagoga Izaides Pereira, da UFMT, onde meu texto foi baseado. Não é um plágio e também não quero parafrasear ou resumi-lo, pois, talvez me perdesse em algo de sumo importância, a qual, ela consegue explicitar

Consideremos a escola o lugar de se aprender a ler e a gostar de ler. Nesse lugar, desempenha papel fundamental o professor. Ele, como "texto", foi o parceiro, o mediador, o articulador de muitas e diferentes leituras, de muitos e diferentes textos. É o que sugere Silva (1985). Depois de afirmar que o professor é o melhor "trabalho" a ser lido pelos alunos, o autor mostra que, agindo assim, o professor é o responsável pela interdisciplinaridade, na medida em que faz incursões pelos diferentes campos do conhecimento.
Para ler muito, ler tudo, alunos e professor devem dessacralizar o trabalho e a biblioteca, que deixam de ser objecto de adoração e templo sagrado, intocáveis. Ler tudo implica, inclusive, trazer para dentro da escola os textos esquecidos, considerados "subliteratura": o gibi, o catálogo telefônico, o best-selller, a propaganda, o panfleto que se distribui na rua, a receita de culinária, ao lado dos clássicos, da literatura informativa. Ler tudo implica desvendar, elucidar a retórica de cada texto, a gramática subjacente a cada um. Desprovidos de preconceito, livres das amarras das rotinas burocratizadas da escola, faremos da leitura um ato criador / questionador.
É o que sugerem Bordini e Aguiar (1993). As autoras propõem uma sequência para a didática da leitura (e seqüência aqui não quer dizer imobilidade), a qual pode ser bastante produtiva: diagnóstico de necessidades e expectativas do aluno; atendimento das necessidades e expectativas; ruptura e quebra das expectativas; questionamento; alargamento da vivência cultural e da visão de mundo. Com base nessa seqüência, seria possível, por exemplo, ler um texto-clichê, questioná-lo e confrontá-lo com o texto literário, singular por definição. Teríamos aí o atendimento dos interesses e necessidades do aluno, mas também, e, sobretudo, a possibilidade de criar novas necessidades culturais e estéticas, aprendidas na escola.
Torna-se imprescindível, como se vê criar no ambiente pedagógico um clima favorável à leitura, marcado por interações abertas e democráticas. Interações que vão permitir muitas leituras de um mesmo texto, por sujeitos que têm histórias, competências, interesses, valores e crenças diferentes. Ao professor cabe reconstruir com seus alunos a trajetória interpretativa de cada um, buscando compreender a construção de cada sentido apontado.
A diversidade ainda deve ser o eixo dos propósitos da leitura, determinando diferentes tipos de relação com o texto. Bordini e Aguiar, citadas acima, apresentam, na mesma obra, vários métodos para o encaminhamento pedagógico da leitura: o científico, o criativo, o comunicacional, o semasiológico e o recepcional, que estariam ligados, respectivamente, à busca de informação, à recriação do texto, à identificação dos elementos do processo comunicativo, às diferentes linguagens e sistemas semióticos e, finalmente, ao impacto da obra sobre o leitor. Como deve ter ficado claro, são diversas as possibilidades de exploração, encaminhamento e avaliação da leitura na sala de aula.
A proposta de Bordini e Aguiar guarda certa semelhança com a tipologia de leitura sugerida por Geraldi (1997). Esse autor diz que, conforme a relação que estabelecemos com o texto, terá: leitura-busca-de-informações; leitura-atividade; leitura-fruição e leitura-pretexto. Discutindo a leitura-pretexto, Geraldi (1997) afirma não ver problema no fato de um texto ser utilizado como pretexto para certa prática escolar. A questão estaria, segundo ele, em como a escola constitui a nossa relação com os modelos: trata-se de optar entre uma relação de submissão, para pura imitação, e uma relação crítica e criativa, para se ampliar o sistema de referências culturais e simbólicas. Temos aqui delineada a necessidade de atribuir sentido a toda e qualquer prática de leitura. Como foi destacado por Kleiman (1997), as interações conferem sentido ao ato de ler e toda atividade pedagógica relativa a ele deve ser exeqüível, relevante e dotada de sentido, numa cadeia ininterrupta.
Com relação à aprendizagem do sistema lingüístico, a leitura se constitui numa prática das mais valorosas. Isso porque permite o acesso a formas caracteristicamente explícitas de interação verbal, como salientado por Rego (s.d.), em estudo sobre aspectos sócio-funcionais da escrita e da alfabetização. Desse modo, se as interações cotidianas, em contextos privados e imediatos, ocorrem de forma relativamente bem-sucedida, o mesmo não se pode dizer do trato com a língua formal em contextos mais abstratos de interação a distância. A leitura é, portanto, caminho e oportunidade de lidar com a escrita e seu alto grau de abstração e autonomia contextual.
Em se tratando de recursos expressivos, a inserção no mundo da escrita amplia nosso repertório lingüístico, funcionando, indubitavelmente, como um entre os vários caminhos da aprendizagem da língua. E aqui devemos falar do papel do professor e da escola outra vez: ninguém aprende a lidar com a língua e o uso da língua de modo automático e espontâneo. É preciso que alguém ensine o aluno a desenvolver sua sensibilidade e a lançar novos olhares sobre os sistemas simbólicos. O olhar apurado, aprendido, faz um novo sujeito, que questiona, indaga, descobre, inventa, compara, coteja, transforma, aprende, ensina. Por isso a análise comparativa de textos se faz tão fecunda.
Por exemplo, já tivemos oportunidade de realizar, em sala de aula, uma atividade de leitura do célebre poema de Manuel Bandeira sobre os meninos carvoeiros. O caráter de texto literário permitiu um trabalho com diversos conceitos como os de gênero literário, recursos expressivos, níveis de linguagem, imagens e metáforas, símbolos e sugestões, universalidade do texto literário, especificidades da obra poética, o lúdico, a rima, o ritmo, o som, a magia, a fantasia. De outra parte, por reconhecer que também é preciso trabalhar com leituras informativas, cuja interpretação é condicionada por um determinado contexto sócio-histórico, leituras mais ligadas às demais áreas de conhecimento e à pesquisa, propusemos, ainda como parte da atividade, a leitura do texto jornalístico Os homens da fumaça, sobre carvoeiros, adultos e crianças quase-escravos do Centro-Oeste do Brasil. Essa foi uma matéria publicada na Revista Veja e o confronto dos textos nos permitiu, no processo de ensino, um diálogo do presente com o passado, num diálogo de visões de mundo, um diálogo de modos de operar com a linguagem.
Por isso, certamente, os estudiosos da leitura remetem tão freqüentemente ao conceito de intertexto, que é o que, de fato, a escola deve fazer e permitir que se faça dentro e fora dela. Se, nesse aspecto, ela for bem-sucedida, terá cumprido sua função. Abaurre (1985) defendem enfaticamente a importância da leitura para a aprendizagem em geral. Os autores chegam a afirmar que a capacidade de ler é a grande herança que a escola pode deixar para o aluno. Com base neles, encerramos nossa exposição, dizendo que a leitura - tal como aqui concebida -, se for bem aprendida e prosseguir fora da escola, constitui-se num caminho para a realização de mais interações, construção de mais sentidos, superação do imediato e concretização de uma vida mais feliz para todos.